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servidores em PE

26 de ago. de 2011

Para refletir


As conversas que tivemos durante os dias de paralisação foram de muita importância para uma reflexão sobre o papel estratégico da Fiocruz no contexto nacional e os novos rumos que podem estar querendo dar a esse patrimônio de mais de cem anos do povo brasileiro gestado por uma ideia brilhante e grandiosa do seu fundador, simbolizada na magnitude do castelo mourisco. A nosso ver a questão visível – a atual queda de braços entre o orçamento do governo e reivindicações da Asfoc, encobre uma outra bem mais significativa e profunda que passa pela tentativa da maquiagem dessa instituição em empresa (não se sabe bem de que tipo) sem que o povo brasileiro e servidores da Fiocruz, principais partes interessadas, tenham o tempo suficiente de maturar e discutir mais pormenorizadamente quais os reais interesses que subjazem a essas ideias. Isso será bom para quem?
Paul Nobre 26/08/2011 09:32:00

2 comentários:

  1. Nobre amigo Paul, sábias palavras!
    O problema é que a Fiocruz se juntou no bolo da ralé do serviço público federal. Não temos força política, não há interesse político e que poderia nos dar essa força, está com a cabeça voltada para as torneiras das estatais gerenciadas por coleguinhas. Na verdade, a nossa romântica Fiocruz das grandes transformações sanitárias não existe mais. Tornou-se um clube de colegas portadores do DAS Card. Um programa de fidelidade em que ao final de cada gestão são automaticamente promovidos aos cargos em estatais, secretarias executivas no ministério e com um plus do DAS Card Diamond. Vamos cair na real meu amigo, estão todos pouco ligando para o que pensamos. Somos apenas servidores públicos comuns. Deixar um professor primário do MPOG ditar como será nossas carreiras, quanto receberemos e ainda zombar ao apresentar uma planilha hilária, é no mínimo humilhante. Estamos no fundo do poço de cabrobó, seco, seco e seco.

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  2. Caro Adolpho
    As palavras não são minhas, mas apropriadas, a meu ver, para a situação: "onde está o perigo, aí cresce também o que salva". Se chegamos ao fundo do poço, ótimo, pois só há uma direção e sentido a seguir: para cima.Isto pode alavancar a grande mudança necessária, se bem conduzida, especialmente por colegas jovens,capazes e idealistas como você.
    Paul Nobre

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